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sábado, 22 de dezembro de 2012

Um Amor Eterno- O FIM


 
Um Amor Eterno- O FIM

-Eu disse que iria me vingar, eu disse que você ia pagar por tudo que me fez. –Daniel falou andando de um lado para o outro, deixando a Lua com as pernas bambas e a respiração falha.
-POR QUE VOCÊ FAZ TUDO ISSO? É POR AMOR? –Chay berrou
-Amor? Hahahaha, você deveria ser comediante! Poupe-me Chay, eu nunca amei a Blanco. –disse surpreendendo a todos. –A culpa não é minha se eu sou tão ruim, é dele! –disse apontando para Arthur
-Eu? O que foi que eu fiz? –Ele perguntou pasmo.
-Nós éramos melhores amigos Arthur. Eu sempre contava com você. Mas aí aquela loira vagabunda chegou –disse apontando para Lua- e tirou você de mim. Você me trocou por ela! Simplesmente me esqueceu e ficou com ela! Desde então, prometi que faria a vida da Lua um inferno. Começando, a roubando de você quando você foi embora, tendo as “crises de ciúmes, ficando mais próximos dos pais deles para chantageá-los e matá-los. E agora, veja onde estamos. Com uma “loira burra’’ de um lado e os cinco escudeiros dela amarrados pelos pulsos do outro lado. Que lindo, não é Blanco? –Ele abriu uma gaveta e de lá, tirou uma arma calibre 32 e dando para Lua. –Seguinte loira, você conhece o filme jogos mortais? –Ela não respondeu-Conhece ou não? Anda, responde! –disse pegando seu cabelo e batendo a cabeça dela na parede.
-S-Sim. –ela disse com dificuldade e com os olhos cheios de lágrimas.
-Perfeito. –disse ficando atrás dela. –Vamos fazer um trato! Vocês saem daqui e eu nunca mais perturbo ou fico perto de vocês, contanto Blanco, que você mate um dos cinco. –Lua ficou paralisada.
Os outros cinco se entreolharam. Eles mexiam a boca, mas som nenhum saia dela. ‘’Lua, pode me matar’’ Micael disse e a partir daquele momento, uma discussão entre os cinco amarrados começou. Eles falavam para Lua matar eles, mas ela só ficava mais confusa. Daniel ria da situação enquanto Lua estava cabisbaixa. Ela olhou para sua barriga e sussurrou “Me desculpe”

-Daniel, toma. Já escolhi. –Ela falou
-Ué, não seria você que iria matar? –Ele falou rindo.
-Vou dar esse gostinho para você. Pode matar a “loira burra” aqui. –Disse seca
-Com prazer! –Disse mirando o revólver na testa dela. Ela fechou os olhos e esperou a dor, mas ela não veio, sentiu um peso em seus pés e só abriu os olhos quando Mel e Sophia gritaram.

Em milésimos de segundos, Arthur tinha arrebentado as cordas e saltado na frente para tomar o tiro por ela. Agora, ele estava lá, caído nos pés da loira. Daniel ficou pasmo e fugiu. Lua se agachou, abraçando o amado e se desabando de chorar. Mel, Sophia, Micael e Chay não falaram nada, ficaram cabisbaixos e segurando as lágrimas. Arthur perdia sangue, muito sangue. Não iria resistir mesmo se uma ambulância chegasse ali. Então, com todas as forças que ele tinha, empurrou Lua um pouco e tirou uma caixinha do bolso. Uma caixinha de veludo vermelha com duas alianças dentro. Colocou uma em seu dedo e a outra na mão da amada. Colocou a uma mão no rosto de Lua secando suas lágrimas e disse ''Eu te amo, não esquece, por favor''. Então fechou os olhos e desabou ao lado dela, partindo para sempre.

Capítulo 21

Capítulo narrado por Arthur.

Faz nove meses que, vamos dizer... Que eu morri. Minha alma continua viva, embora ninguém me veja. Depois de minha morte, Lua sofria muito. Ela praticamente se fechou pro mundo afora. Eu fico ao lado dela, falando que ela tem que sair daquele estado. Ela não consegue me ouvir também, ninguém consegue, mas eu quero tirar minha amada daquela situação. Três meses depois da minha morte, Mel se casou com Chay e Micael com Sophia. Os cinco dividem uma casa no quarteirão de trás. Pouco tempo depois, Chay comprou um cachorrinho de presente para Lua. Ela o chamou de Freddie e ficou um pouco animada, mas ainda assim, traumatizada. Os animais são os únicos que conseguem me ver e me ouvir, mas isso não é problema para mim. Nesse momento, Lua está na sala do parto. Eu estou do lado dela e Mel, Chay, Sophia e Micael estão do lado de fora. O bebê é uma menina. Lua falou que ela ia se chamar Isabelle Blanco de Aguiar. O nome que a gente tinha escolhido.

Lua começou a gritar e eu entendi que a bebê iria nascer. Fiquei acariciando a testa dela enquanto ela fazia força. Lágrimas caiam dos olhos dela. De dor e medo. Medo de ela não conseguir. Então, ela criou força e consegui. Foi um parto um tanto complicado, mas minha Lua conseguiu. O médico trouxe Isabelle para o colo de Lua. Ela era linda. Tinha a boquinha da mãe e os meus olhos. Ela tinha o cabelo castanho igual ao meu e provavelmente, ele seria cacheado. Uma coisinha tão frágil e tão linda. Percebi que estava chorando, mas não fiz questão de secar as minhas lágrimas. Olhei pelo vidro e percebi que todos do lado de fora também choravam. Lua então, passou seu polegar pelo dedo da bebê. “Você é linda. Minha pequena Isabelle. Seu papai ia amar te conhecer”, Lua disse.

-Acredite, ele está. –Eu falei.

Cap. 22

Cinco anos depois.

-Mamãe, mamãe, me conta mais sobre você e o papai? –Isabelle perguntava para a mãe, que estava deitada ao seu lado no quarto. Isabelle tinha a boca de Lua e os olhos de Arthur. Seu cabelo era cacheado e da cor do cabelo do pai, o que fazia Lua lembrar mais dele.
-Tá bom meu amor, o que você quer saber? –Disse Lua sentando em frente à filha e acariciando o cabelo dela.
-Ah, como vocês se conheceram?
-Bom, eu conheci seu pai no colégio. Eu e seus tios éramos novos por lá e ele ficou de apresentar o colégio pra gente junto das irmãs dele. A tia Mel e a tia Soph. Desde então, a gente. Eu comecei a me encontrar com ele todos os dias na sorveteria. A gente passou a namorar, mas teve um dia que seu pai precisou ir embora e a gente só foi se encontrar de novo seis anos depois. E daí foi tudo aquilo que eu te contei.
-Desde o reencontro até a noite do baile-Isabelle era pequena, mas era muito esperta.
Nesse momento, Lua sentiu o perfume de Arthur se espalhar pelo quarto. Inalou com saudade e deu um suspiro.
-Ás vezes, sinto como se ele estivesse aqui, do meu lado sabe? Mas eu não posso vê-lo, mas ainda assim, sinto a presença dele.
-E como ele era? –A filha da Lua perguntou
-Isso você não precisa falar, Lua.

Lua se virou para trás e viu ele lá. Arthur encostado na parede de seu quarto. Fechava e abria os olhos, não acreditando que era ele mesmo. Ele não tinha envelhecido, continuava o mesmo Arthur de cinco anos atrás. Ele usava uma roupa totalmente branca. A blusa e calça soltas. Ele estava pálido. Seus olhos continham o mesmo brilho de sempre. Seu cabelo estava perfeitamente arrumado. Ele deu um sorriso ao ver Lua paralisada, ainda sem acreditar no que estava acontecendo.

-Papai! –Isabelle gritou bem alto e pulou no colo de Arthur
-Você é linda minha filha- ele disse e ela corou
-Vem mãe! –Belle puxava Lua pela mão. A loira tinha certo medo, mas ainda assim, sabia que aquela alma era realmente seu Arthur. Passos apressados vieram e Mel, Chay, Sophia e Micael pararam na porta ofegantes e se espantaram.
-A - Arthur? –Lua falou a primeira coisa
-Você ainda desconfia? –Ele disse pegando ela pela mão e a trazendo mais para si. Ela não se agüentou e o abraçou. Abraçou forte, como se não houvesse amanhã e chorou. Chorou muito. Arthur também a abraçou forte e beijou seu ombro. –Eu sempre estive aqui. –E sorriu. Lua se afastou, levando Arthur até as irmãs, que o abraçaram de imediato. Chay e Micael também o abraçaram. Arthur então se virou, pegando a mão de Lua e olhando nos olhos dela. –Vem comigo.
-Pra onde? –Ela perguntou confusa e ele apontou pro céu.
-M-mas Arthur, eu tenho muita coisa para ser deixada. Meus irmãos, minha vida, minha filha e...
-Mana você fez muito pela gente. Praticamente se matou para poder nos salvar. Isso é uma coisa que a gente nunca vai poder retribuir, então vai, a gente vai ficar bem aqui. –Chay disse.
-É mamãe, vai! Tenho certeza que lá vai ser melhor para você. –Belle falou

Lua então, se despediu de todos. Era uma coisa que ela tinha uma certa incerteza se estava fazendo o certo. Abraçou forte Mel, Sophia, Chay, Micael e sua filha. Sentiria falta de tudo que estava deixando para trás, mas ela tinha certeza, de que ficaria melhor com seu amado lá em cima. Andou até Arthur e apertou forte a mãe dele. Ela se olhou, estava cinco anos mais nova, como se Arthur tivesse feito alguma mágica para fazer ela voltar ao tempo em que tudo estava perfeito. Seus cabelos estavam em uma trança. Agora, ela vestia um vestido branco e estava pálida, da mesma cor que seu amado. Deu a mão para ele novamente. Olhou para trás e viu os cinco sorrindo para ela. Olhou para sua filha, que estava agarrada a perna de Micael, mas que também sorria. Virou-se para Arthur e sorriu. Um sorriso tão lindo, que ela já não dava desde a morte dele. Começaram a andar e de repente, desapareceram. Estavam em um lugar melhor agora, eles sabiam disso. Nesse exato momento, uma lágrima escorreu dos olhos de Isabelle. De felicidade, porque ela sabia seus pais estarem em um lugar bem melhor agora e que seus tios cuidariam bem dela. Mas também de raiva, raiva por quem matou seu pai e fez sua mãe ficar naquele estado por anos. Então, prometeu a si mesma, que iria se vingar de quem fez aquilo com a família dela.

Continua na próxima temporada...

2 comentários:

  1. amei amei amei mais estou um pouco triste eu queria que a lua e o arthur ficasem com a filha deles mais tomara que eles voltem na segunda temporada

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  2. Vivi 100% luar e rebelde ps23 dezembro, 2012 10:02

    Ja sei o q vai acontesser esse daniel vai ter um filho e esse filho vai se apaixona pela isabelle e viceversa mas ela descobre de quem ele e filho e tenta se vinga se afasta do filho de daniel mas n consegue e luar volta a vida por algum fato pra salva ela de daniel acho q mais ou menos isso

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